Orçamento de 2027 prevê salário mínimo de R$ 1.741 e contas no azul
Projeto enviado ao Congresso também prevê R$ 44,8 bilhões para emendas, limita reajustes de servidores e inclui novos impostos.
O governo federal apresentou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2027. O texto reúne as principais previsões para as contas públicas no primeiro ano do próximo mandato presidencial e ainda precisa ser analisado pelos parlamentares.
Entre os principais pontos está a previsão de salário mínimo de R$ 1.741 em 2027. O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, em relação aos atuais R$ 1.621. O valor definitivo, porém, só será conhecido em dezembro, após a divulgação do INPC de novembro.
O projeto também estabelece uma meta de superávit de R$ 73,2 bilhões para o próximo ano. Mesmo assim, considerando as regras fiscais e os abatimentos previstos, o governo projeta um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB.
Outro destaque é o funcionalismo público. A proposta limita os recursos para reajustes e, segundo a equipe econômica, não haverá aumento real para servidores federais em 2027.
Para as emendas parlamentares, o governo reservou R$ 44,8 bilhões. O valor ainda pode mudar durante a tramitação do Orçamento no Congresso.
Já o Bolsa Família não terá reajuste previsto para 2027. A estimativa é de R$ 157,1 bilhões em despesas com o programa.
A proposta também considera a entrada em funcionamento da CBS, novo tributo criado pela reforma tributária, e do chamado “imposto do pecado”, que terá cobrança sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
A previsão é arrecadar R$ 636 bilhões com a CBS e R$ 41,9 bilhões com o Imposto Seletivo em 2027.
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