Quase metade das famílias ainda recusa a doação de órgãos no Brasil
Falhas na comunicação e no acolhimento durante o processo são apontadas como um dos principais motivos para a negativa.
A doação de órgãos pode salvar vidas, mas a recusa familiar ainda é um grande desafio no Brasil.
Atualmente, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação de órgãos após a confirmação da morte encefálica de um parente. Segundo a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), a falta de acolhimento e de uma comunicação clara por parte das equipes de saúde está entre os principais fatores para essa decisão.
Para mudar esse cenário, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou mais de 2,5 mil profissionais entre 2025 e 2026 para aprimorar o atendimento às famílias e qualificar todo o processo de doação e transplante.
Especialistas destacam que explicar corretamente o diagnóstico, esclarecer dúvidas sobre o procedimento e respeitar o momento de luto são atitudes que podem aumentar a confiança das famílias e contribuir para salvar mais vidas.
Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos de órgãos, mas mais de 4,2 mil famílias recusaram a autorização para a doação.